Literatura infantojuvenil

Funções da literatura infantil

De acordo com Rafael Guimarães Botelho (2013), a literatura infantil apresenta seis funções: didática, lúdica, literária, sociocultural, axiológica e terapêutica. Percebemos que mesmo a literatura não tendo como função precípua ensinar conteúdos, esta transmite de forma intrínseca valores e heranças culturais. Isto portanto demonstra a importância de ser desenvolvido em sala de aula os livros de literatura, dos kit de leitura afro-brasileira, porque estes enaltecem a criança negra de forma positiva criando nas mesmas a noção de pertencimento e construindo uma imagem da qual o negro e a negra podem se orgulhar. Os livros que retraram crianças negras que lêem, brincam, sonham e são felizes, em sua maioria, constróem uma identidade forte, pois pode ela se espelhar e dizer intimamente para si eu posso estar lá, este lugar também me pertence. O professor como mediador deste envolvimento com a leitura é de suma importância, a pessoa em desenvolvimento, quando é estimulada a leitura de variados estilos, onde o professor como agente propulsor desta construção,  vai levando a criança a desenvolver a leitura de diversos tipos de textos que a ajudem a entender quem ela é, seu passado, tudo isto baseado no contexto histórico, em que em primeira fase desenvolvimento do ser leitor seja ilustrado com bastante conteúdos visuais além dos verbais, que levem a criança a se inserir no contexto histórico de forma lúdica e vivenciar a transformação das ideias ao se deslocar para aquele espaço oferecido pela história.

Uso Pedagógico da Literatura Infantil na Aprendizagem

Deve haver uma preocupação de como os professores introduzem a literatura infantil em sala de aula, de forma que deve contemplar as práticas sociais, transformando-as em aprendizagens significativas, que correspondam às necessidades dos alunos criadas nas relações estabelecidas intencionalmente em sala de aula.

Libâneo (2004) acredita que é possível afirmar, no que diz respeito à leitura, que o  professor deve se constituir como mediador no diálogo entre o texto e o aluno, já que seu papel não é ensiná-lo o deciframento de códigos como sinônimo de leitura mas o “ ensinar a leitura como  compreensão, formando nos alunos uma conduta ativa diante do escrito, de forma que eles lancem mão de estratégias que melhor conduzam sua leitura. (LIBÂNEO, 2004, p. 6) 

Autores

No Brasil, o mais importante escritor infantil foi Monteiro Lobato. Escritor e editor brasileiro pré-modernista, considerado um dos maiores autores de histórias infantis, destacando-se nos gêneros conto e fábula. Dentre suas obras, destaca-se a série Sítio do Picapau Amarelo, obra composta por uma série de livros (23 volumes), escrita entre os anos de 1920 e 1947. Outro importante autor é Pedro Bandeira, autor com maior tiragem de todos os tempos na literatura infantojuvenil brasileira.

Na poesia infantil e infantojuvenil brasileiras, destacam-se autores como Cecília MeirelesRuth RochaVinícius de MoraisJosé Paulo Paes e Olavo Bilac.

Nas histórias em quadrinhos brasileiras, destacam-se Ziraldo, com a série O Menino Maluquinho, e Maurício de Sousa, com a Turma da Mônica.

Referências

  1.  Academia Brasileira de Letras. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23. Acesso em 3 de maio de 2014.
  2.  Leitura infantil sem regras: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/entrevista-heloisa-prieto-402394.shtml Arquivado em 4 de maio de 2014, no Wayback Machine.
  3.  A palavra e a imagem: poesia em parceria: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/lalau-laurabeatriz-poesia-parceria-540456.shtml Arquivado em 5 de junho de 2010, no Wayback Machine.
  4.  Gabriela Luft (2010). «A literatura juvenil brasileira no início do século XXI : autores, obras e tendências»Grupo de Estudos de Literatura Brasileira ContemporâneaISSN 2316-4018. Consultado em 18 de março de 2017. Cópia arquivada em 18 de março de 2017
  5.  Como ir de best-sellers adolescentes à leitura dos clássicos: http://educarparacrescer.abril.com.br/best-sellers/ Arquivado em 27 de julho de 2012, no Wayback Machine.
  6.  BOTELHO, Rafael Guimarães. Las funciones de la literatura infantil en la educación. Revista Iberoamericana de Educación, v. 61, n. 3 (especial), p. 1-10, 2013. Disponível em: https://rieoei.org/RIE/article/view/1080.
  7.  LIBANEO, José Carlos (2004). A didática e a aprendizagem do pensar e do aprender: a Teoria Histórico-cultural da Atividade e a contribuição de Vasili Davydov. online: Brasileira de Educação. pp. 5–24
  8.  «Academia Brasileira de Letras – Sob o domínio da imaginação». academia.org.br. Consultado em 22 de fevereiro de 2009

Arte para mim

Arte (do termo latino ars, significando técnica e/ou habilidade) pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, tais como: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, dança, teatro e cinema, em suas variadas combinações. O processo criativo se dá a partir da percepção com o intuito de expressar emoções e ideias, objetivando um significado único e diferente para cada obra.

A arte para mim é como o ressoar de um tambor xamânico. Algo que inspira e que merece ser libertado para acalmar a alma. Muitas vezes ao terminar um trabalho me sinto muito leve, pois tento colocar no trabalho todo o meu empenho, estudo e sentimento independente do estilo, formato, suporte ou técnica.

Podemos dizer que desde o início da humanidade a arte é um instrumento de ajuda na comunicação através de pinturas, desenhos, música entre outras formas artísticas. Na idade da pedra até hoje é a mesma coisa, mostramos graficamente o que pensamos ou queremos dizer, e muita gente prefere socializar através da arte.

[…] A maneira pela qual o indivíduo aborda e avalia certos problemas
traduz, sem dúvida, algo de exclusivo de sua personalidade. Reflete anseios
e convicções de caráter particular a partir de suas vivências também
particulares. Reflete uma experiência imediata do viver, experiência que é
nova e única para cada ser que vive e que é reestruturada cada vez com a
própria vida. (OSTROWER, 2003, p 101)

Por que uma carteirinha agora?

“Agora que vc sabe que realmente é autista quer fazer até carteirinha pra mostrar pra todo mundo?”

Não…. simplesmente por algumas ocasiões que ocorreram comigo como:

Quando eu era criança e desmaiava direto no campo de futebol, me mandavam cheirar éter pra acordar e voltar a jogar em um lugar cheio de gente, barulho extremo e um sol escaldante na visão.

Quando era adolescente e passava mal, a pressão caia em meio a um lugar cheio, me chamavam de fresco, coisa de boiola e faziam descaso de mim.

Quando entrei pra fase adulta além de desmaiar em ônibus e em salas dos empregos que eu tinha eu desmaiava em supermercado por conta da tensão, cheio de gente, luzes e cheiros estimulando a minha sensibilidade sensorial e não me ajudavam achando que eu era um drogado.

Quando eu viajava eu ficava tenso e assim que chegava na cidade ou relaxava eu desabava fazendo com que as pessoas olhassem estranho e não chegavam perto achando que era drogas ou algo pior.

Mesmo depois de “véi” largando todo o estresse de cidade grande e indo pro interior, há momentos em que meu corpo desliga por questões de estímulo sensorial e desmaio na rua, banheiro ou restaurante como acontece, e os olhares são sempre o mesmo…. julgamento e preconceito.

Então eu digo, se na minha carteira tivesse esta identificação de autista desde pequeno, eu teria um apoio ou uma possível ajuda, no mínimo, sem ser simplesmente jogado de lado os meus sentimentos e transtornos.

Então sim…. enquanto os autistas estiverem vivos, precisam sim de identificação pois a sociedade é injusta com as pessoas.

Desafeto Gratuito

Saí de casa com abafadores de som, óculos escuros e máscara. Tudo para amenizar a tensão.

Fui à prefeitura resolver sobre nota fiscal. Acabei e fui para a padaria almoçar e fiquei na mesa do lado de fora escrevendo.

Um cara ficou me olhando, chegou perto e me perguntou: “Vc trabalha com o quê?”.

Eu tirei o fone e os óculos pra dar atenção e responder que escrevo e ilustro livros.

Ele me olhou com uma cara estranha. Como eu estava com meu livro na mochila eu tirei e mostrei pra ele.

Então ele virou e disse com uma cara de espanto: “E vc vende alguma coisa”. Eu olhei pra ele com um semblante feliz e disse: “Esse do Ralf e Carlos já vendeu 15 mil unidades”.

Ele balançou a sobrancelha, deu as costas e saiu sem dar tchau. ❤️

Coloquei o fone, liguei minha playlist bilateral e continuei no meu mundo, feliz.

Imagina se eu tivesse falado que era autista, acho que ele sairia correndo kkkkkkkk

#literatura#livro#profissao#lij#literaturainfantil#incompreensao#saojoao#saojoaodelrei

A Importância do Laudo

Pode parecer besteira para muitas pessoas correr atrás de um diagnóstico tardio, ou um laudo na altura do campeonato. Mas a vida não para. Ela é difícil com a gente a todo momento.

A importância de se conseguir a documentação, no caso, o autismo, serve para MUITA coisa que nos deixam confortáveis, como “fila preferencial“: você não sabe a dificuldade que é ficar numa fila de supermercado ou outras enormes sem passar mal, “estacionamento“: você não sabe o que é o trânsito e não encontrar vaga perto de onde você vai ou ficar muito tempo procurando, rodando e tomando buzina na cabeça, “direitos de PCD“: uma conquista das mais importantes, e nesse caso a que eu venho mostrar hoje, VACINA.

Usar máscara deixa sem ar, aperta, da medo, desespero e isso misturado aos outros estímulos sensoriais que nos bombardeiam a todo instante. Vacina pra gente é importante para ficar seguro, não para sair sem máscara, mas para garantir que ficamos sem mais um problema.

Eu não gosto de sair e não saio, eu não gosto de viajar e não viajo, eu gosto de ficar em casa e é assim que continuarei. Não é por que eu vacinei que irei fazer o que não tenho costume, mas é uma preocupação a menos na minha cabeça e como DIREITO, nós podemos cobrar isso.

Então a IMPORTÂNCIA do LAUDO e do DIAGNÓSTICO é essa. Ter direitos e algum benefício na vida. Corra atrás e não deixe de se cuidar. Se descubra, tenha orgulho e não medo. Juntos seremos mais forte!

Austismo em Adulto

Há uma grande dificuldade em encontrar profissionais qualificados para se diagnosticar o autismo em adultos.

Geralmente, qualificado em Nível 1, ou autismo “leve” e o não mais usado “Síndrome de Asperger”.

A dificuldade de se perceber as características é um fator que exige um olhar mais apurado dx profissional. Então, se houver uma mínima “pulga atrás da orelha”, vá à umx especialista em autismo.

Todos os sintomas e características apresentados podem dar sequência à um outro diagnóstico como depressão, bipolaridade , transtorno de humor entre vários outros e isso por conta de um olhar geral e não um olhar apurado que se deve ter.

Cuide-se e perceba as situações e comportamento. Procure um bom terapeuta, converse e exponha todas as dúvidas. Converse com diagnosticados para que mostrem o cominho.

Juntos somos mais fortes.

[B.G]

Autodiagnóstico, Bom ou Ruim?

Eu comecei pela internet por falta de profissionais na área do autismo na minha cidade. Isso há 3 anos atrás quando me alertaram para um possível diagnóstico.

Comecei então a pesquisar muito, virou meu hiperfoco e já dura 4 anos.

Durante 1 ano eu fiquei só nas pesquisas, e quanto mais eu mergulhava, mais eu tinha certeza que eu era. Até que eu consegui 2 profissionais, terapeutas e neuropsicólogas que são especialistas além de serem autistas.

Fiz cursos, terapias, e então realmente tive o diagnóstico.

Hoje tenho o laudo e estou no psiquiatra para fazer toda a documentação. Mas é uma batalha de 4 anos em busca disso. Passei por muitos desafios, testes, conversas, análises até que eu me aceitei e então tudo teve explicação!

Um alívio. Agora eu sei os meus limites e não forço mais a barra com o que me deixa desconfortável.

Diagnóstico Tardio

Quando falamos de diagnóstico tardio muita gente pergunta, “pra quê isso agora?”.

Bom, a vida inteira passamos dificuldades em vários aspectos. Durante o nosso percurso diário não nos enquadramos em turmas, em relacionamentos e nem em outra situação social.

Então como chegamos até aqui não sabendo viver?

Viver requer uma atenção maior para pessoas neurodiversas. Já devem ter ouvido termos como “masking” , “burnout” entre muitos outros (pautas para novos posts). Isso significa que temos que nos adaptar ou morremos. Não tem outra maneira.

Assim, passamos a vida nos esforçando para sobreviver em lugares cheio de gente, apresentações, conversas, telefonemas, festas de família entre outras situações completamente embaraçosas para nós.

O problema é que para autistas, essa suposta interpretação de papéis sociais gera um desgaste tamanho que acaba virando uma crise, possibilitando um desmaio ou outros sintomas físicos.

Seria ótimo uma descoberta na infância pois saberíamos o nosso limite, assim controlaríamos e não tínhamos que extrapolar tudo.

O diagnóstico tardio serve para explicar tudo para o autista. Pois durante a vida nos sentimos um ET. Ficamos completamente sem rumo.

A chancela de autista serve para nos dizer que está tudo bem ser assim, foge do nosso controle e não somos “culpados” por isso. Então sim, o diagnóstico nunca é tardio.

Compreensão

Gente, é o básico né.

Autistas e não autistas compreendam um ao outro, assim se chega em à solução para simplesmente amar.

Muitas vezes, nós autistas, não compreendemos as coisas mas não é por mal, não é de sacanagem, não é para ferir, mas é inevitável que isso aconteça de fato.

E vamos continuar não entendendo o porquê de as pessoas se ferirem com o nosso jeito de agir.

Por isso tem que ter um esforço das duas partes, mas conscientizem-se que o esforço maior é de que entende a real situação e tem uma visão global das coisas, tá. Vulgo, Neurotípicos.

❤️

Há 42 anos fazendo papel de palhaço na vida. 😁

Há 42 anos fazendo papel de palhaço na vida. 😁

Quando nascemos somos jogados no mundo e a vida diz: – se vira aí, doidão!

Vivemos da forma que aprendemos e conduzimos de acordo com um roteiro rasurado e muita improvisação.

Achamos que nos conhecemos, tentamos nos adaptar socialmente, profissionalmente, familiarmente, romanticamente e qualquer outro “mente” que houver. Porém, no meio do caminho você se pergunta: – que p@#$& eu to fazendo de errado?

Daí amigo, você descobre que o esforço que você faz a vida inteira pra viver não vai adiantar. Simplesmente porque você não faz parte de uma classe “normal” da humanidade.

Você é AUTISTA e SEMPRE terá dificuldade social.

Então você olha pra trás e vê que, porque caraio não descobriu isso antes? Seria tudo COMPLETAMENTE diferente. O caminho seria outro. Decisões, escolhas, rumo, etc.

O que resta agora? RECOMEÇAR. Sem ter vergonha de dizer o que você é. O que você sempre foi e ninguém entendia. O ranzinza, o ovelha negra, o esquisito, o depressivo, o estranho, o metido, o legal, o bonzinho, o sensível, o frio, o sem coração, o cheio de amor e vários outros adjetivos de que ja foi chamado.

Portanto temos que ser nós mesmos. Pensar em fazer o bem e viver de uma forma saudável.

Hoje eu faço 42. E agora quem sabe é o início de um setênio de grandes esperanças, né!

Vão bóra!

#aniversario #42 #3junho #autismo#atipico#neurodiverso #euautista #nivel1 #autismoleve #autismo1 #autismonivel1 #asperger #psicologia #psicanalise #palhaço #vida #descoberta